O crédito via mercado de capitais superou, pela primeira vez, o crédito corporativo bancário no Brasil em 2025. A mudança ajuda a explicar como recursos financeiros chegam à construção de prédios e rodovias, ao agronegócio e a outros projetos de grande porte.
O financiamento é estruturado por investidores, especialistas, bancos e entidades do setor, que direcionam o capital para diferentes áreas da economia. Esse fluxo sustenta estruturas presentes no cotidiano, como estradas, aeroportos, redes de saneamento, parques eólicos, condomínios, empresas e centros logísticos.
Infraestrutura em novo ciclo de aportes
A participação do capital privado cresce em rodovias, ferrovias, saneamento, energia e aeroportos. Especialistas, bancos e entidades projetam que os recursos destinados à infraestrutura brasileira possam alcançar o maior nível dos últimos anos. O movimento é acompanhado pelo especial Engrenagens do Crescimento, que analisa projetos e decisões ligados à expansão do setor e à atividade produtiva.
Para Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da Fundação Dom Cabral, “Rodovias seguirão como principal modal de transportes do País pelos próximos 30 anos”.
Imóveis e ativos reais
O mercado imobiliário, também chamado de Real Estate, inclui os grandes condomínios residenciais e ativos comerciais, como galpões logísticos, prédios corporativos de alto padrão, shopping centers e hotéis. O setor é apresentado como uma das áreas em que a atividade econômica e social se materializa.
Em meio à volatilidade dos juros, às guerras comerciais e às pressões inflacionárias persistentes, os ativos reais ganharam espaço nas carteiras de investidores. A categoria inclui infraestrutura, imóveis, terras agrícolas, commodities, energia renovável e florestas, deixando de ser restrita a grandes fundos globais.
Conteúdo organizado por temas
O especial reúne reportagens, análises e entrevistas sobre infraestrutura, energia, agronegócio e inovação. A plataforma é dividida em cinco editorias: negócios, setores, investimentos, guias e entrevistas.
Entre os temas abordados estão também os desafios da inteligência artificial. Carlos Rafael das Neves, professor do curso de Ciência de Dados e Negócios da ESPM, afirma: “Barreiras para avanço da IA incluem produção, consumo de energia e limitações de hardware”. Filipe Bonaldo, especialista em infraestrutura, defende que o País considere os riscos climáticos ao planejar investimentos.








