Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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São Paulo transforma bairros em polos de produção e experiência do vinho

Vinícolas em Pinheiros e no Morumbi elaboram bebidas com uvas de diferentes regiões e mantêm atividades abertas ao público durante o ano.

São Paulo transforma bairros em polos de produção e experiência do vinho
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Duas vinícolas urbanas incluídas nas Rotas do Vinho de São Paulo produzem bebidas na capital paulista e aproximam o público das etapas de elaboração. A Vinícola Urbana, em Pinheiros, e a Vinícola Urbana Alma Gêmea, no Morumbi, recebem uvas de diferentes regiões do país e concentram na cidade processos como esmagamento, fermentação, envelhecimento e engarrafamento.

O modelo separa o cultivo das uvas da vinificação. Entre as áreas de origem estão a Serra Gaúcha, a Mantiqueira e o Vale do São Francisco. Com safras e microclimas variados, as operações mantêm atividades ao longo dos 12 meses, em vez de depender apenas do período de colheita.

Produção e visitação em Pinheiros

Na Vinícola Urbana, o espaço funciona como unidade de produção nos primeiros dias da semana. Prensas pneumáticas, tanques de inox com refrigeração e bombas de transferência fazem parte da estrutura. A partir de quinta-feira, o endereço também recebe consumidores em um bar de vinhos, com mesas, iluminação e projeções de cinema.

O projeto é conduzido pelo enólogo Daniel Colli, que possui vinhedos em Cunha (SP) e parcerias em outras regiões. O rótulo Pillar Branco, elaborado em Pinheiros, obteve 94 pontos na revista britânica Decanter.

Colli afirma que a produção em menor escala permite maior atenção manual, desde a seleção dos cachos até a fermentação. A vinícola também utiliza barricas de carvalho de segundo a quarto uso, com foco na preservação do frescor e da fruta.

Formação e experimentos no Morumbi

A Alma Gêmea foi criada pelo casal Gabriel e Gabriela Campolongo, que deixou a área da saúde e passou a atuar na produção de vinho após formação em viticultura e enologia. Gabriela diz que o visitante acompanha uma produção real, conversa com os responsáveis e observa a fermentação dentro da cidade.

O espaço mantém a Escola do Vinhateiro, iniciativa em que participantes acompanham uma safra durante meses e participam de decisões enológicas. O Projeto Selene compara o envelhecimento de espumantes: parte das garrafas fica na adega do Morumbi e outra é submersa no mar, em Angra dos Reis (RJ).

Regras e expansão do modelo

A sommelier Patrícia Brentzel afirma que as vinícolas urbanas aproximam o público do processo do vinho, mas precisam deixar claro o conceito ao consumidor. Segundo ela, os espaços devem cumprir exigências de higiene, drenagem, pisos laváveis, tanques limpos e controle de temperatura semelhantes às de uma vinícola rural.

O formato também aparece em cidades como Nova York, Londres e Paris, com empreendimentos que elaboram vinhos em estruturas urbanas. Em São Paulo, os produtores defendem que a experiência pode combinar produção, educação enológica e consumo no próprio bairro.

Para Daniel Colli, a bebida não deve ser avaliada apenas por pontuações. A proposta da Vinícola Urbana, segundo ele, é permitir que o público conheça o processo, converse com o produtor e descubra suas próprias preferências.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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