SÃO PAULO — A capital paulista reúne a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, com 1.759 veículos de diferentes marcas em operação. Ao menos 550 foram desenvolvidos pela BYD, fabricante que também alcançou a marca de 1.000 chassis elétricos produzidos no país.
Em junho de 2026, São Paulo apresentou 500 novos ônibus para a frota municipal. A entrega ocorreu com uma fila de cerca de 7 km de veículos elétricos na Marginal Tietê. Do total, 265 unidades foram fornecidas pela BYD. A administração municipal informou que não investirá mais em ônibus movidos exclusivamente a diesel.
Considerando apenas os 265 ônibus entregues nessa etapa, a BYD calcula um impacto ambiental equivalente ao plantio de mais de 378 mil árvores. A empresa afirma que cada veículo elétrico pode evitar entre 125 e 204 toneladas de CO₂ por ano, conforme o tipo de operação.
Desempenho da BYD
A fabricante liderou os emplacamentos de ônibus elétricos no Brasil em agosto. Foram 126 unidades entre as 254 comercializadas no mês, o que representou participação de 49,6% no segmento.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a BYD registrou 301 ônibus elétricos emplacados. O resultado correspondeu a 32,3% do mercado nacional no período.
A expansão ocorre em um mercado que somou 932 ônibus exclusivamente elétricos emplacados até o momento, considerando todas as marcas. No mesmo período de 2025, foram 512 unidades, uma alta de 82,03%.
Regras e produção nacional
Entre as medidas relacionadas à eletrificação do transporte coletivo estão as metas de descarbonização estabelecidas na última Conferência das Partes (COP 30). Também tramita no senado o Projeto de Lei (PL) 1.376/2024, que prevê incentivos fiscais para a fabricação de ônibus elétricos e a exclusão desses investimentos do cálculo do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Em novembro de 2023, a Portaria Conjunta SMT.Setram/SF nº 02 determinou a inclusão de veículos elétricos no sistema de transporte coletivo urbano de passageiros da cidade de São Paulo. A partir de 2024, a Portaria Conjunta nº 4 estabeleceu que a SPTrans divulgasse, a cada seis meses, os preços praticados pelos fornecedores.
No início de setembro de 2026, a BYD indicou que o modelo mais barato era o BYD BC10LE 19.410, por R$ 1.998.750,00. O mais caro, o BYD BC22LE 41.820 HR, custava R$ 4.177.200,00. A empresa informou ainda que fabrica 30 chassis por semana. O milésimo chassi produzido no Brasil foi um BC10LE.








