BRUXELAS — As sanções individuais aplicadas pela União Europeia contra centenas de pessoas e entidades poderão expirar se os Estados-membros não formalizarem a renovação no Conselho da União Europeia. O prazo para uma decisão termina à meia-noite de terça-feira (22).
A continuidade das medidas depende de unanimidade entre os 27 países do bloco. Em reunião nesta sexta-feira (18), os representantes não conseguiram superar as divergências e deverão retomar as negociações na segunda-feira (21).
O principal ponto de discordância envolve o bilionário Alisher Usmanov. A França defende que ele seja retirado da lista de sancionados, posição que dificultou um acordo entre os governos europeus.
Medidas restritivas
Usmanov está submetido às sanções desde 2022, após o início da invasão russa em larga escala da Ucrânia. As medidas incluem o congelamento de ativos e restrições de viagem no território europeu.
A discussão, porém, abrange um conjunto mais amplo de punições contra pessoas e entidades que, segundo a União Europeia, têm ligações com ações que contribuem para o esforço de guerra russo contra a Ucrânia.
As sanções são renovadas periodicamente e integram a estratégia de pressão política e econômica adotada pelo bloco desde o início da guerra. Por alcançarem um número amplo de alvos, as negociações têm peso maior do que a disputa em torno de um único nome.
A exigência de consenso entre os 27 governos faz com que uma divergência nacional possa afetar a continuidade de todo o regime de restrições. Sem a aprovação formal dentro do prazo, as sanções individuais atualmente em vigor poderão deixar de valer.








