A candidatura de Augusto Cury, do Avante, passou a registrar entre 10% e 11% das intenções de voto em pesquisas recentes, dificultando ainda mais a possibilidade de definição da eleição presidencial no primeiro turno.
Levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (2) apontou 10% para o escritor. No início da semana, a pesquisa BTG/Nexus havia indicado 11% de apoio a Cury.
Apesar do desempenho, Cury ainda não aparece entre os nomes considerados competitivos para avançar ao segundo turno. A avaliação de especialistas é que a distribuição dos votos entre os concorrentes torna mais difícil que qualquer candidato ultrapasse a metade dos votos válidos e encerre a disputa na primeira etapa.
Esse cenário já era visto como distante antes do crescimento do escritor. Analistas políticos também reforçaram essa leitura ao avaliar a evolução das pesquisas.
Para o cientista político Leandro Gabiati, a presença de Cury afeta todos os candidatos, ainda dentro da margem de erro. “A aparição de Cury tira intenção de voto de todos os candidatos”, afirmou.
A campanha petista tinha como objetivo ampliar o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva e buscar uma vitória no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O avanço de Cury, porém, torna essa estratégia mais difícil, conforme a avaliação apresentada pelos analistas.








