BELÉM — A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação Termidor para investigar um grupo suspeito de furtar, receber e vender ilegalmente frutos de dendê no Pará. As apurações indicam que a atividade movimentou cerca de R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos.
A Justiça autorizou nove prisões preventivas e 26 mandados de busca e apreensão. Também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 153 milhões em bens e valores dos investigados e suspendeu, por tempo indeterminado, as atividades econômicas de 11 empresas.
Investigação
Além dos crimes relacionados ao comércio do dendê, a operação apura lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos e valores obtidos com a atividade investigada.
As medidas são cumpridas em Belém, Ananindeua, Castanhal e Tomé Açu, no Pará, e em Indaiatuba, em São Paulo. A investigação começou após um conflito nos municípios paraenses de Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Acará, Moju e Tailândia, região marcada pela monocultura do dendê.
A PF informou ter identificado indícios de irregularidades fiscais e lavagem de dinheiro, incluindo a manutenção de patrimônio em nome de terceiros. Documentos e equipamentos recolhidos serão analisados junto com dados fiscais e bancários dos investigados.








