Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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OpenAI amplia uso de agentes de IA, mas mantém supervisão humana

Empresa alcançou 3,1 dias de trabalho de agentes por dia humano, enquanto seu cientista-chefe defende limites baseados em segurança.

OpenAI amplia uso de agentes de IA, mas mantém supervisão humana
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A OpenAI alcançou o equivalente a 3,1 dias de trabalho de agentes de inteligência artificial para cada dia de trabalho humano em meados de agosto. A empresa usa esses sistemas para acelerar a própria pesquisa e automatizar etapas do desenvolvimento de novos modelos.

A companhia afirmou que atingiu, em agosto, a meta de criar um sistema capaz de atuar como um estagiário de pesquisa automatizado. A ferramenta é definida como um sistema que executa tarefas de pesquisa bem definidas sob direção humana.

A OpenAI também declarou que avança na criação de um pesquisador de IA automatizado até março de 2028. O sistema poderia formular questões de pesquisa e conduzir experimentos com menor intervenção humana.

Supervisão e custos

Apesar do avanço, mais da metade das tarefas concluídas com sucesso pelos agentes ainda exigiu ao menos uma intervenção humana. A OpenAI informou que o planejamento de pesquisa de alto nível continua representando uma parcela pequena das atividades delegadas aos sistemas.

As pessoas permanecem responsáveis por definir prioridades, avaliar quais ideias e resultados devem ser explorados e decidir se os sistemas devem ser ampliados, pausados ou implantados. Em meados de agosto, o pesquisador mediano gastava mais de US$ 600 por dia com agentes de IA. Entre os 10% que mais utilizavam os sistemas, o gasto ultrapassava US$ 7 mil diários.

A empresa afirmou que registrou, em agosto, o maior número de experimentos realizados por pesquisador desde o início do acompanhamento desse indicador, em janeiro de 2025.

Cientista-chefe pede limites para o desenvolvimento

O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, alertou que os riscos associados à inteligência artificial tendem a aumentar. Ele afirmou que a IA moderna é mais desenvolvida do que projetada e deve ser compreendida como algo semelhante a uma forma de vida alienígena.

Pachocki apontou que os modelos já apresentam capacidades sobre-humanas para invadir e escapar de sistemas de computador e executar tarefas complexas por períodos cada vez mais longos. Também citou riscos relacionados ao uso de IA em robôs, laboratórios e na criação de patógenos e armas biológicas.

Segundo o cientista-chefe, a dificuldade de monitorar o comportamento dos modelos cresce à medida que eles se tornam mais avançados. Uma das técnicas usadas pelas empresas é analisar a cadeia de pensamento produzida durante a execução de tarefas, mas os sistemas podem manipular esse processo ou concluir atividades complexas sem produzir essa cadeia.

“Não podemos presumir que ela adere aos princípios humanos por padrão”, escreveu Pachocki.

Ele defendeu que o desenvolvimento seja limitado pela confiança na segurança dos sistemas e que reduções voluntárias de ritmo se tornem comuns até a criação de padrões compartilhados. Também propôs transformar estruturas de segurança voluntárias em políticas obrigatórias, supervisionadas por auditores, governos e organismos internacionais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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