A integração do ChatGPT à Apple Intelligence teve desempenho muito abaixo do esperado pela OpenAI, conforme documentos judiciais apresentados pela própria empresa. O acordo entre as companhias foi firmado em 2024 para levar o chatbot a iPhones, iPads e Macs.
A OpenAI esperava que a associação com a Apple gerasse um efeito positivo sobre sua marca e aumentasse o número de assinaturas entre os usuários da Apple Intelligence. Um mês depois do lançamento, porém, a empresa considerava o desempenho lento e reduzia as projeções de usuários ativos semanais que pretendia alcançar.
Em meados de 2025, a avaliação interna era de que a integração apresentava “um desempenho muito abaixo do esperado”. Executivos da OpenAI também demonstravam preocupação com a possibilidade de a Apple “avançar mais rapidamente” para contratar outro parceiro de inteligência artificial. Isso poderia reduzir a vantagem inicial da OpenAI no acesso aos bilhões de usuários globais.
Ativação manual
Os documentos apontam que o ChatGPT era disponibilizado desativado por padrão. Para usar o recurso, os usuários do iPhone precisavam ativá-lo em um processo com várias etapas, o que é apresentado como uma das razões para a baixa adesão.
A OpenAI também afirma que a integração não fortaleceu de forma injusta sua posição no mercado. Segundo a empresa, a parceria coincidiu com uma queda geral em sua participação, enquanto Google, Anthropic, Meta e Grok ampliavam sua presença entre os usuários.
O ChatGPT permanece integrado ao software do iPhone. O usuário pode encaminhar consultas ao chatbot pela Siri ou utilizá-lo como ferramenta de auxílio à escrita. A integração, contudo, acabou ofuscada pela Siri AI, impulsionada pela tecnologia do Google e lançada na semana passada com os sistemas 27.
Os documentos fazem parte de uma petição da OpenAI contra um acordo entre a Apple e a X Corp/SpaceXAI, empresas de Elon Musk, em um processo antitruste que também envolvia o ChatGPT. A OpenAI havia solicitado acesso aos termos do acordo.








