Mariana Naime não foi eleita para a Câmara dos Deputados e ficou como suplente. Mulher do ex-coronel da Polícia Militar Jorge Eduardo Naime, ela era uma das apostas do PL para ampliar a presença de candidaturas ligadas à invasão dos Três Poderes após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
Jorge Eduardo Naime foi condenado a 16 anos de prisão por omissão nos atos do 8 de Janeiro. Ele está entre os sete policiais militares investigados por suposta omissão nos acontecimentos. Na época, ocupava o cargo de comandante do Departamento de Operações, mas estava de folga no dia das manifestações.
Defesa do ex-coronel
Durante o processo, a defesa afirmou que Naime estava legalmente licenciado, tinha um substituto designado e não possuía dever jurídico de atuação. Também sustentou que ele não participou do planejamento das ações, atribuição que, segundo a defesa, não cabia ao departamento comandado por ele.
A defesa declarou ainda que o ex-coronel não foi incluído nos canais institucionais de decisão, não participou de reuniões nem foi convidado para elas. Também disse que Naime não autorizou escalas operacionais e não recebeu alertas da Secretaria de Segurança Pública do DF.
De acordo com a nota, as decisões que mudaram o ponto de concentração da manifestação e permitiram a descida à Esplanada foram tomadas por instâncias superiores e no âmbito da SSP, sem conhecimento ou autorização de Naime. A defesa relacionou isso ao afastamento formal dele e à ausência de dever legal de planejamento no caso.








