A criação do Associado de Futebol, com direito de voto para integrantes adimplentes do Fiel Torcedor, é a principal mudança defendida pela Gaviões da Fiel na reforma do Estatuto do Corinthians. A organizada pediu apoio dos associados à proposta, que prevê participação na escolha do presidente do clube a partir de 2026.
A entidade afirmou que a medida não dará acesso ao clube social nem outros benefícios ao Fiel Torcedor. O associado poderá votar, mas não ser candidato. Para a Gaviões, a alteração amplia a participação dos torcedores e pode gerar receitas para o Corinthians.
A Assembleia Geral Extraordinária está marcada para o próximo sábado, 19 de setembro, no Parque São Jorge. A votação será realizada das 9h às 17h e terá 11 temas em análise. A organizada informou que estará no local durante todo o dia para acompanhar o processo.
Disputa judicial
A convocação foi considerada válida pelo juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Tatuapé. A decisão autorizou a realização da assembleia convocada pelo Conselho Deliberativo, que confirmou o formato da votação na última segunda-feira.
Em nota, a Gaviões criticou a iniciativa dos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger, que apresentaram novo recurso para tentar impedir a votação. A organizada afirmou que os três colocam interesses pessoais acima da vontade dos associados e da história do Corinthians.
O grupo disse ainda que participou das audiências públicas realizadas durante a discussão da reforma estatutária e apresentou sugestões. Para a Gaviões, a decisão judicial permite que os associados deliberem sobre temas considerados fundamentais para o clube.
Propostas em votação
Além do Associado de Futebol, a assembleia analisará a redução do Conselho Deliberativo para 200 membros, sendo 150 eleitos e 50 vitalícios, e a adoção de candidaturas individuais para o órgão.
Também estão previstas a redução do período de carência para votar para três anos e a instituição de dois turnos na eleição do presidente e dos vices. As propostas incluem ainda a eleição do Conselho de Ética pela Assembleia Geral e a divisão do órgão em duas câmaras, uma de associados e outra de conselheiros, com 11 membros eleitos.
A pauta prevê limitar os membros natos do Cori aos últimos cinco ex-presidentes do Conselho Deliberativo e da diretoria, alterar a periodicidade dos balancetes para prazo trimestral, permitir a reeleição do atual presidente como regra de transição e obrigar a diretoria a pagar as demandas do Conselho Deliberativo. O texto-base da reforma não será submetido à votação dos associados.









