O Corinthians venceu o Bahia por 1 a 0 na última segunda-feira, avançou à final do Brasileirão Feminino e garantiu a classificação mesmo depois da expulsão da zagueira Thaís Regina. Após a partida na Neo Química Arena, a técnica Emily Lima explicou como a equipe se reorganizou para manter a vantagem e destacou a adaptação do elenco ao sistema com três defensoras.
A treinadora afirmou que a formação já havia sido utilizada em situações de emergência e que as funções individuais permaneceram preservadas mesmo com a mudança em relação ao 4-4-2 em losango. Depois do cartão vermelho, Duda Sampaio foi deslocada para a posição central da defesa, Duda Mineira ocupou o lado esquerdo e Thais Ferreira ficou pelo lado direito. A equipe manteve uma linha de cinco, com liberdade para as alas avançarem.
Ajustes após a expulsão
Emily Lima relatou que a equipe começou a trabalhar com um 5-3-1 para dificultar a circulação do Bahia entre os corredores. No segundo tempo, o desenho passou para um 4-4-1, com as alas pressionando mais alto e o meio-campo conduzindo o adversário para os lados. A estratégia permitiu recuperar bolas e limitar as infiltrações pelo centro.
A técnica também explicou que conversou com as atletas durante a partida. Andressa foi orientada a atuar pela ala direita, enquanto Gi Fernandes deixou o campo porque já tinha cartão amarelo. A comissão decidiu não arriscar a permanência da jogadora, em uma partida cuja arbitragem foi criticada por Emily.
“Essa troca transparente é o que faz o Corinthians crescer e ter uma regularidade melhor, sem oscilar tanto”, afirmou a treinadora.
Segundo Emily, o Bahia manteve a posse, mas encontrou dificuldades para jogar de costas, buscar apoio e infiltrar. A linha defensiva conseguiu fechar os espaços, enquanto Jhonson foi utilizada como referência de velocidade nos momentos de transição. A treinadora disse ainda que a equipe poderia ter ampliado o placar quando o adversário se expôs na etapa final.
Comunicação e decisão
A técnica destacou o diálogo como parte do trabalho desde o início da carreira, em 2011, no Juventus. Ela afirmou que consulta as jogadoras antes de tomar decisões e que já tinha trabalhado com várias atletas no Santos e na Seleção Brasileira.
Emily também contou que conversou com Jhonson para evitar que a jogadora perdesse a concentração após os lances de arbitragem e falou com Thaís Regina depois da expulsão. Para a treinadora, o apoio entre as atletas ajudou o Corinthians a sustentar o resultado com uma jogadora a menos.
A técnica mencionou ainda expulsões de Dayana Rodríguez, contra o Flamengo, e de Thaís Regina, ambas aplicadas pela mesma árbitra. Na avaliação de Emily, os critérios deveriam ser iguais para as duas equipes.
Com as vitórias nos jogos de ida e volta, o Corinthians enfrentará o São Paulo na decisão do Brasileirão Feminino. O rival eliminou o Flamengo nas semifinais. O jogo de ida está marcado para este sábado, às 16h30, com mando do Corinthians, mas o local ainda não foi definido.








