Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mau hálito persistente pode ter causas além da higiene bucal

Sangramento gengival, boca seca, cáseos, cáries e medicamentos estão entre os fatores associados ao odor recorrente.

Mau hálito persistente pode ter causas além da higiene bucal

O mau hálito persistente pode estar relacionado a diferentes condições da boca e não apenas à falta de escovação. Quando o odor continua mesmo após a higiene bucal, é importante investigar a origem com um dentista, especialmente porque balas, sprays e enxaguantes podem apenas disfarçar o problema por algum tempo.

O cirurgião-dentista Fernando Ferraz afirma que o odor recorrente precisa ser avaliado. “O mau hálito não deve ser tratado apenas tentando mascarar o odor.” Segundo ele, a origem pode estar na língua, na gengiva, nos dentes ou na redução da saliva.

Problemas na gengiva e na língua

O sangramento durante a escovação ou o uso do fio dental pode indicar gengivite ou doença periodontal. Além das bactérias associadas à inflamação, o sangue presente na boca pode favorecer a formação de compostos com odor desagradável. Interromper o uso do fio dental por causa do sangramento pode piorar o acúmulo de placa bacteriana. Se o problema continuar, é necessário procurar o dentista.

Outra causa possível é a saburra lingual, uma camada esbranquiçada ou amarelada que costuma se acumular na parte posterior da língua. Ela reúne células desprendidas da mucosa, microrganismos, componentes da saliva e resíduos de alimentos. Algumas bactérias presentes nesse material degradam proteínas e produzem compostos voláteis ligados ao mau odor.

A limpeza pode ser feita com um limpador de língua, de forma delicada. Não é necessário raspar a superfície com força nem tentar deixá-la completamente rosada. O objetivo é retirar o excesso sem machucar as papilas.

Boca seca e medicamentos

A saliva ajuda a proteger e limpar naturalmente a boca. Quando sua produção diminui, resíduos e microrganismos permanecem por mais tempo na cavidade oral, o que pode alterar o hálito. A sensação de boca seca pode estar associada à baixa ingestão de líquidos, à respiração pela boca, a alterações na produção de saliva e a diferentes condições de saúde.

Determinados medicamentos também podem reduzir o fluxo salivar, incluindo alguns antidepressivos, antialérgicos e anti-hipertensivos. A medicação prescrita não deve ser interrompida por causa da boca seca. O dentista deve conhecer os remédios usados pelo paciente e avaliar se existe relação com o sintoma.

Amígdalas, dentes e hábitos

Os cáseos amigdalianos, conhecidos como pequenas bolinhas brancas ou amareladas nas amígdalas, se formam pelo acúmulo de resíduos, células e microrganismos em cavidades da região. Eles podem causar odor desagradável. Quando aparecem com frequência ou são acompanhados de outros sintomas, pode ser necessária uma avaliação com otorrinolaringologista.

Cáries, próteses mal higienizadas e restaurações com problemas também podem criar áreas que retêm alimentos e placa bacteriana. Nesses casos, escovar os dentes várias vezes ao dia pode não resolver o odor se a região continuar difícil de higienizar.

Alho, cebola e bebidas alcoólicas podem provocar alterações temporárias no hálito. O tabagismo contribui para o mau odor e está associado a problemas bucais que podem agravá-lo. Períodos longos sem comer também podem modificar o hálito em algumas pessoas.

Uso de enxaguantes

A sensação de frescor proporcionada pelo enxaguante não significa que a causa do mau hálito tenha sido eliminada. A boca abriga uma grande diversidade de bactérias e outros microrganismos que participam do equilíbrio do ambiente oral. Produtos antissépticos de ação ampla, usados sem indicação ou por tempo inadequado, podem interferir nesse equilíbrio.

Enxaguantes terapêuticos ou antissépticos devem ser usados quando houver indicação profissional e pelo período recomendado. Balas, sprays e outros produtos refrescantes também podem somente mascarar o odor.

Quando procurar avaliação

Alterações no hálito ao acordar ou depois do consumo de determinados alimentos podem ser passageiras. A investigação é recomendada quando o odor permanece ao longo do dia ou aparece com frequência apesar da higiene bucal. A própria pessoa nem sempre percebe o problema, porque o olfato pode se adaptar ao cheiro.

Quando as causas relacionadas à boca são descartadas, o dentista pode orientar a investigação com outros profissionais de saúde. O tratamento depende da origem identificada, já que não há uma única causa para o mau hálito.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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