A Magnet Forensics afirma ter desenvolvido uma forma de contornar a proteção ativada pelo reinício automático de iPhones. Desde o iOS 18.1, os aparelhos reiniciam quando permanecem inativos por pelo menos 72 horas.
O procedimento coloca o dispositivo no modo BFU, sigla em inglês para “antes do primeiro bloqueio”. Nessa condição, os dados ficam mais protegidos e não podem ser acessados com facilidade por ferramentas de investigação forense, como o GrayKey.
De acordo com a empresa, a técnica impede que o modo BFU seja ativado durante o reinício. Se o iPhone tiver sido desbloqueado ao menos uma vez, o acesso a dados brutos de cache, arquivos apagados e mensagens continua facilitado.
A possibilidade permite que autoridades tenham tempo para obter autorização judicial antes de iniciar uma perícia. Com o reinício automático funcionando normalmente, parte das informações armazenadas temporariamente no aparelho poderia expirar.
A Magnet Forensics informou que o método envolve desativar o Wi-Fi, o Bluetooth e os dados móveis. Ainda não está claro como a empresa neutraliza os efeitos do BFU. Uma possibilidade considerada é a manipulação do relógio interno dos iPhones.
A técnica pode ser aplicada por autoridades com o dispositivo físico GrayKey Preserve ou pelo modo Evidence Preservation, desenvolvido para aparelhos GrayKey que já estão em uso.








