HONG KONG — A polícia recebeu 1.503 denúncias de compras não autorizadas com cartões de crédito relacionadas ao iPhone 18 Pro. O valor potencial do prejuízo acumulado chega a HK$30 milhões, quase R$20 milhões.
A fraude explorava uma brecha na Apple Store Online, que permitia concluir as compras sem exigências de verificação de identidade e pagamento. Os golpistas também usavam redes privadas virtuais para esconder a localização e informavam endereços de entrega falsos ou incompletos.
Quando a Apple solicitava esclarecimentos sobre os endereços, os grupos indicavam locais públicos para a retirada dos aparelhos. Em seguida, recrutavam terceiros para buscar os celulares, numa tentativa de reduzir as chances de identificação.
Transações canceladas
As autoridades descobriram a fraude a tempo e todas as transações afetadas foram canceladas. Com isso, clientes, instituições financeiras e a Apple não tiveram perdas financeiras diretas.
O aumento das denúncias ocorreu depois do início da pré-venda do aparelho. Para evitar novas compras fraudulentas, as autoridades pediram que a Apple revisasse o processo de transações antes de uma nova fase de encomendas.
A investigação envolve o uso combinado da falha no sistema de compras, da ocultação da localização por VPN e da indicação de pontos públicos para retirada. A estratégia permitia que os responsáveis não recebessem os aparelhos diretamente, dificultando sua identificação durante a operação.








