CALIFÓRNIA — Uma babá acionou as autoridades depois de encontrar um AirTag preso com fita adesiva em seu carro e registrado em nome da ex-chefe. O dispositivo foi localizado com a ajuda de um aplicativo para Android, após uma série de situações que levantaram suspeitas sobre o monitoramento de sua rotina.
A profissional cuidava de duas crianças, de dois e oito anos. Os filhos usavam rastreadores da Apple nas mochilas, colocados pela mãe, informação que havia sido compartilhada com a babá. O equipamento encontrado no carro, porém, não havia sido informado a ela.
Suspeitas durante o trabalho
Uma das situações ocorreu quando a babá foi chamada para trabalhar no fim de semana. Para não ser acionada, ela disse que não estava na cidade. A empregadora respondeu que não era necessário mentir e afirmou que encontraria uma substituta.
Em outro episódio, a mãe acusou a profissional de ter ido trabalhar sob efeito de álcool. A babá contou que havia ido a um bar na noite anterior para comemorar o aniversário de uma amiga, mas disse que tomou apenas uma dose e não chegou embriagada ao expediente do dia seguinte.
A suspeita aumentou quando ela decidiu ir de ônibus, em vez de usar o carro como de costume. A babá chegou à casa da família antes do horário e aguardava o início do trabalho quando recebeu uma pergunta da patroa sobre o momento em que chegaria. De acordo com o relato, a chefe pareceu confusa até ouvir que ela havia usado o ônibus.
Depois de encontrar o AirTag, a babá informou o caso às autoridades. Na Califórnia, a perseguição nesses termos é tipificada como contravenção.
A ex-chefe minimizou o episódio e afirmou que usava o rastreador “para manter os filhos seguros”. A babá bloqueou o número de telefone da mulher e passou a procurar outra família para trabalhar. A empregadora recebeu uma advertência.








