ACRE — A candidatura de Gladson de Lima Camelí ao Senado permanece sub judice após o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) negar o registro por unanimidade. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 11, com base na inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
Mesmo com o registro indeferido, Camelí pode continuar realizando atos de campanha eleitoral enquanto o processo não chega a uma conclusão definitiva. O nome e o número do candidato também permanecem preservados na urna até a decisão final sobre a candidatura.
A legislação estabelece inelegibilidade por oito anos para candidatos condenados por órgãos judiciais colegiados. No caso de Camelí, o relator do processo entendeu que a condenação anterior é suficiente para aplicar a restrição, ainda que não tenha ocorrido o trânsito em julgado.
Condenação e recurso
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o político a 25 anos e nove meses de reclusão pelos crimes de peculato-desvio, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão ainda permite recurso, razão pela qual Camelí continua em liberdade.
Em agosto, depois de ter o primeiro recurso negado, o ex-governador do Estado oficializou a candidatura ao Senado. O indeferimento determinado pelo TRE-AC também pode ser contestado até o encerramento definitivo do processo. A assessoria do candidato foi procurada e ainda não havia apresentado manifestação.








