Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Política

Renan Santos critica eleitor e rejeita apoio a Flávio Bolsonaro

Candidato do Missão chamou Flávio de ladrão, descartou alianças no segundo turno e criticou ministros do STF e Augusto Cury.

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que o eleitor brasileiro está anestesiado diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que o presidente Lula é quem mais perde com o episódio. Renan também atacou Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de ladrão, e descartou apoiá-lo em um eventual segundo turno.

O candidato declarou que não apoiará nenhum nome além dele próprio em uma segunda rodada. Na última pesquisa Datafolha divulgada no início do mês, Renan tinha 3% das intenções de voto. Lula aparecia com 38%, Flávio com 33%, Augusto Cury com 8% e Ronaldo Caiado com 4%, em empate técnico com Renan.

Renan afirmou que Flávio e Lula dependem de suas bases eleitorais para chegar ao segundo turno e criticou adversários que não participam de debates ou sabatinas. Na avaliação dele, o excesso de informações e escândalos reduziu o debate sobre a eleição.

Críticas a Flávio e ao STF

Renan negou ter características semelhantes às de Flávio Bolsonaro e o classificou como estúpido, fujão e bandido da política. Também afirmou que não existe diálogo com o bolsonarismo, grupo que, segundo ele, exige submissão, assim como o PT.

O candidato disse que, se eleito, não considerará aceitáveis decisões dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Para Renan, os dois não têm legitimidade e não deveriam integrar o STF.

Investigações citadas no episódio apontam supostas ligações dos ministros com Daniel Vorcaro. Mensagens entre Moraes e o dono do extinto Banco Master se tornaram públicas na semana passada. A relação de Toffoli com o banco já havia sido divulgada, e um fundo ligado à instituição era sócio do resort Tayayá, associado à família do ministro.

Ataques a Cury e propostas de segurança

Renan questionou o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas. Ele acusou o adversário de usar ferramentas para comprar influenciadores e produzir um efeito de bolha entre determinado público. Também criticou uma norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, segundo ele, restringe o funcionamento dos algoritmos durante as eleições.

O candidato se declarou favorável à pena de morte, mas afirmou que não adotaria a medida no primeiro mandato porque seria necessário mudar a Constituição. Em seu plano de governo, defende prisão perpétua, aumento de penas e outras ações. Renan também já afirmou que a polícia deve atirar para matar e elogiou a política de segurança pública de Nayib Bukele, presidente de El Salvador.

Ao tratar do feminicídio, Renan acusou a imprensa de dar pouca atenção aos assassinatos de homens negros e às mortes de crianças e adolescentes. Ele afirmou que o Estado deve reduzir todos os tipos de violência e criticou o movimento feminista brasileiro por priorizar, na avaliação dele, determinados temas políticos em vez do aumento das penas para estupro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5