Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Reajuste de 15% no Bolsa Família provoca crítica sobre contas públicas

Fernando Schüler questiona o aumento do benefício e relaciona a medida ao período pré-eleitoral e ao avanço da dívida pública.

Reajuste de 15% no Bolsa Família provoca crítica sobre contas públicas
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação

O reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 17 dias das eleições, foi criticado pelo colunista Fernando Schüler. Para ele, a medida não tem previsibilidade fiscal e ocorre em um cenário de aumento da dívida pública e déficit nominal elevado.

Schüler afirmou que o benefício médio chegará a R$ 777 e classificou o aumento como uma ação de caráter eleitoral. “A 17 dias das eleições, o governo faz um aumento a descoberto, porque não tem nenhuma previsibilidade fiscal, do Bolsa Família, em 15%”, disse.

Críticas à política fiscal

O colunista também citou medidas adotadas em períodos pré-eleitorais por outros governos, incluindo a PEC Kamikaze e o perdão, total ou parcial, de dívidas do Fies. Na avaliação dele, o reajuste atual integra um movimento de medidas distributivistas antes da votação.

A crítica foi relacionada a declarações recentes de Lula sobre a necessidade de crescimento e de investimentos públicos, acompanhadas de uma defesa de menor preocupação com o controle fiscal. Schüler afirmou que o presidente já deu outras declarações que, segundo ele, demonstram pouca disposição para conter os gastos públicos.

Ele lembrou que a dívida pública brasileira correspondia a 71,7% do PIB quando o governo assumiu e que agora está em 82,5%. Também destacou que o déficit nominal caminha acima de 9% do PIB.

Para Schüler, o aumento do benefício, realizado em meio às contas públicas no vermelho, deve estimular o debate sobre o fim da reeleição.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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