O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (16), que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não interfira nas eleições brasileiras previstas para outubro. A declaração foi feita durante uma reunião com pastores americanos e brasileiros da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, no Palácio do Planalto.
Lula disse que a condução do processo eleitoral cabe aos brasileiros. “O povo brasileiro é soberano”, afirmou. Na avaliação do presidente, questionamentos sobre a segurança da urna eletrônica não se sustentam. Ele citou como argumento o fato de ter sido eleito presidente da República três vezes e declarou que, se o equipamento pudesse fraudar resultados, isso não teria ocorrido.
Críticas à guerra e defesa da paz
Durante o encontro, Lula criticou as decisões de Trump na guerra com o Irã. O presidente afirmou que a invasão americana não tinha explicação e disse que a morte de Khamenei não representaria o fim do conflito. Para Lula, os efeitos da guerra incluem aumento do combustível, da gasolina, do custo de vida e do fertilizante, com impacto sobre a população pobre.
Lula também relatou ter telefonado, dias atrás, para Trump, o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Segundo ele, conversou com Trump por uma hora e vinte minutos e falou mais de uma hora com Putin. Nas ligações, pediu que os líderes buscassem um caminho para a paz e se reunissem para evitar novos conflitos.
O presidente contou ainda que sugeriu a Trump um encontro com Xi Jinping e Putin na Flórida. A ideia, apresentada em tom de brincadeira, seria utilizar recursos destinados à guerra em educação. Lula afirmou que os líderes poderiam impedir muitas ações, mas que isso dependeria de decisões em benefício da honra.








