O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu o fim do sigilo dos celulares de Daniel Vorcaro. A declaração foi dada durante um “Bandeiraço” realizado neste domingo (13), na avenida Paulista.
Haddad afirmou que o acesso ao conteúdo dos aparelhos pode esclarecer o caso antes do fim do primeiro turno. Também disse acreditar que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, sinalizou uma abertura para a transparência, mas avaliou que ainda há informações a serem reveladas.
O pedido ocorre em meio à disputa entre ministros do STF pelo acesso ao acervo digital de Vorcaro. Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes procuraram Fachin nos últimos dias para cobrar acesso à integralidade do espelhamento do aparelho.
Relações com o bolsonarismo
Questionado sobre a relação do PT com Alexandre de Moraes, Haddad afirmou que o partido pretende ampliar a luz sobre o caso e defende a quebra do sigilo de todo o caso Master. Ele também associou o bolsonarismo ao episódio envolvendo o Banco Master.
“Muita já veio a público demonstrando a intersecção entre o bolsonarismo e o esquema do Vorcaro”, afirmou o candidato. Na avaliação dele, essa relação ficará mais clara.
Haddad disse ainda que integrantes do mercado financeiro tinham conhecimento da situação do banco antes de a crise se tornar pública. Segundo o ex-ministro, Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, recebeu alertas de diferentes representantes do mercado por mais de um ano.
As informações, conforme o relato de Haddad, foram apresentadas a ele em seu gabinete durante 2024. O ex-ministro afirmou que Campos Neto ignorou os avisos de que o que ocorria no Banco Master era “no mínimo, estranho”.








