A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta convencer o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) a abandonar a disputa presidencial antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A informação foi divulgada por Vinícius Murad.
Pablo Marçal foi escolhido por Flávio para fazer a ponte com Caiado. O ex-coach, que também é goiano, passou a integrar oficialmente a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em 30 de setembro.
Oferta para eventual governo
Marçal teria enviado mensagens a Caiado pedindo união da direita para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno. Na conversa, segundo o relato de Murad, ele teria oferecido o Ministério da Segurança Pública a Caiado em um eventual governo de Flávio.
Caiado teria rejeitado qualquer possibilidade de aproximação antes de 4 de outubro. Marçal também teria informado que a oferta só permaneceria válida caso o apoio fosse declarado até domingo.
Atualmente, o Ministério da Segurança Pública não existe. O plano de governo de Flávio prevê a criação da pasta a partir do desmembramento do Ministério da Segurança Pública e Justiça.
Conversas com o PSD
Em outra frente, Flávio teria iniciado conversas com Gilberto Kassab, presidente do PSD, para tentar levar o partido ao seu grupo no segundo turno.
A avaliação apresentada por Murad é que o cenário mais provável seria o PSD declarar neutralidade e liberar os diretórios estaduais para apoiar os candidatos que preferirem. O partido está dividido: no Paraná e em Santa Catarina, os líderes estaduais do PSD são ligados a Flávio; na Bahia, os dirigentes estão alinhados com Lula.
A movimentação ocorre antes do primeiro turno e envolve tanto a tentativa de retirar Caiado da corrida presidencial quanto a busca por apoio do PSD para a etapa seguinte da eleição.








