Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Eduardo Bolsonaro é desligado da PF por ausência prolongada ao trabalho

Ministério da Justiça afirma que o ex-deputado faltou ao serviço sem justificativa por mais de trinta dias consecutivos.

“Abandono de cargo”: Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal após inúmeras faltas injustificadas

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal nesta segunda-feira (21). A decisão, assinada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e publicada no Diário Oficial da União, enquadra a conduta como abandono de cargo, infração disciplinar.

De acordo com o ministério, Eduardo faltou ao serviço injustificadamente por período superior a trinta dias consecutivos. A demissão foi fundamentada no artigo 15, caput, e no artigo 15, inciso IX, da Lei nº 15.047 de 2024.

A decisão também registra que Eduardo Nantes Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão de Polícia Federal e tinha a matrícula PF nº 18.307. O procedimento considerou documentos da Consultoria Jurídica, incluindo o Parecer nº 00559/2026/CONJUR-MJSP/CGU/AGU e os Despachos de Aprovação nº. 00713/2026/CONJUR-MJSP/CGU/AGU e nº. 00722/2026/CONJUR-MJSP/CGU/AGU.

Ausências e processo administrativo

Em 2 de janeiro deste ano, a Polícia Federal determinou que Eduardo retornasse imediatamente ao exercício do cargo no Rio de Janeiro, após a cassação do mandato de deputado federal. Como ele está nos Estados Unidos, a corporação registrou faltas não justificadas desde 19 de dezembro de 2025.

Naquele momento, a PF informou que a ausência poderia “ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”. Também foi publicado um despacho do corregedor regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinando o afastamento de Eduardo.

Em 27 de janeiro, a Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu processo administrativo para verificar se a ausência ocorreu de forma intencional e sem justificativa por mais de trinta dias consecutivos.

Trajetória na Polícia Federal

Eduardo Bolsonaro começou a exercer o cargo de escrivão em Guajará-Mirim, em Rondônia, em 2010. Em 2015, estava lotado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, quando tomou posse como deputado federal.

Entre as atribuições de um escrivão da Polícia Federal estão a formalização de procedimentos investigativos, a organização de documentos e o controle de provas e fianças. O cargo também envolve autos e mandados e a garantia da validade jurídica dos inquéritos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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