A ausência do senador Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná, no debate eleitoral promovido pela Band no último domingo provocou críticas de adversários. Requião Filho chamou Moro de “fujão”, e Sandro Alex afirmou que a decisão demonstrava covardia e desrespeito ao eleitor.
Alex destacou que participou do encontro e associou a presença à disposição para governar. “Aqui estou eu, porque, para ser governador do Paraná, o homem não pode ser covarde, e eu não sou covarde”, declarou.
Após as críticas, Moro restringiu os comentários em uma publicação no Instagram na qual havia anunciado que não participaria do debate. Antes da mudança, a postagem reunia mais de mil comentários, em sua maioria contrários à decisão.
Justificativa apresentada
Em um vídeo publicado junto ao anúncio, Moro disse que os debates se transformaram em uma “rinha de galo” e não oferecem espaço suficiente para propostas relevantes. O senador também acusou os demais candidatos de terem se organizado para atacá-lo e afirmou que eles estão “desesperados” com sua liderança nas pesquisas.
Moro declarou que não participaria do debate porque, na avaliação dele, o calendário eleitoral ainda não havia começado. “A campanha nem começou e o jogo sujo do PT e do seu aliado, o PSD, já está combinado aqui no Paraná”, afirmou.
Ele citou o dia 16 de agosto como a data a partir da qual a Justiça Eleitoral autoriza o início das atividades dos candidatos. Também mencionou que os programas de Rádio e TV começam em 28 de agosto.
Pesquisa eleitoral
A última pesquisa Genial/Quaest aponta Moro na liderança da disputa pelo Palácio Iguaçu em todos os cenários testados. No primeiro turno, ele aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Requião Filho, com 18%.
Rafael Greca tem 12%, e Sandro Alex, 7%. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 15% dos entrevistados não souberam opinar.








