O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que está disposto a negociar diretamente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A possibilidade, porém, foi condicionada a um convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a cúpula do G20, que será realizada nos Estados Unidos em dezembro.
Em entrevista divulgada neste sábado (12), Zelensky declarou que os dois líderes precisam se reunir para discutir decisões e avaliar resultados. “Precisamos nos encontrar, conversar e tomar decisões”, afirmou. Ele também disse que a Ucrânia considera estar em uma posição favorável para negociar.
A Rússia mantém a disposição para conversar sobre o conflito, mas não pretende suspender a operação militar especial durante as negociações, segundo o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov. A declaração foi feita neste sábado, à margem da cúpula do BRICS, em Nova Déli.
Território é principal impasse
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os esforços dos Estados Unidos para promover a paz se intensificaram. Ele disse que a Rússia espera que essas iniciativas produzam resultados.
Jared Kushner, enviado especial de Donald Trump, apontou a questão territorial como o ponto mais difícil das negociações. Segundo ele, o andamento no campo de batalha influencia essa definição e mantém as partes distantes.
Em 5 de setembro, Putin recebeu no Kremlin os enviados especiais dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner. A reunião, realizada em Moscou, durou cerca de três horas. Na ocasião, o presidente russo defendeu a necessidade de eliminar as causas profundas do conflito na Ucrânia.
Depois da visita a Moscou, Witkoff e Kushner se reuniram com Zelensky em Kiev. Representantes do Reino Unido, da França e da Alemanha participaram de parte desse encontro, informou a emissora ucraniana TSN.








