NOVA YORK — Harvey Weinstein foi condenado nesta quarta-feira (23) a 15 anos de prisão por agressão sexual contra Miriam Haley. A sentença foi determinada pelo juiz Curtis Farber após um novo julgamento em Nova York.
O promotor público de Manhattan, Alvin Bragg, elogiou o depoimento de Haley e afirmou ter ficado comovido com a coragem demonstrada por ela. A defesa contestou a decisão. Um porta-voz de Weinstein declarou que o ex-produtor mantém sua inocência e discorda veementemente da sentença.
A condenação atual ocorre depois que a Suprema Corte de Nova York anulou, quatro anos após sua aplicação, a decisão tomada contra Weinstein em 2020. Naquele processo, ele havia sido responsabilizado por acusações relacionadas a Haley e à aspirante a atriz Jessica Mann, recebendo uma pena de 23 anos por agressão sexual e estupro.
Novo julgamento em Nova York
Em 2025, o júri considerou Weinstein culpado por uma acusação ligada a Haley, mas o absolveu no caso envolvendo a ex-modelo Kaja Sokola. Os jurados não chegaram a um consenso sobre a acusação de estupro apresentada por Mann.
Essa denúncia foi submetida a um terceiro julgamento, encerrado sem veredicto em maio. No mês seguinte, os promotores retiraram a acusação depois que Mann informou que não pretendia depor novamente em um eventual quarto julgamento. A sentença anunciada nesta quarta-feira, portanto, está ligada apenas à condenação obtida no novo processo referente a Haley.
Condenação na Califórnia
Cofundador do estúdio Miramax, Weinstein também foi condenado na Califórnia. Em 2022, foi considerado culpado por estupro e agressão sexual e recebeu pena de 16 anos de prisão.
Em junho deste ano, um tribunal de apelação da Califórnia manteve as condenações, mas determinou o recálculo da pena. A corte concluiu que o juiz havia usado como agravante as antigas condenações de Nova York, posteriormente anuladas.








