Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Trump rejeita desaceleração da inteligência artificial e critica defensores de limites

Presidente dos Estados Unidos afirma que país deve manter liderança em IA, enquanto pesquisadores e executivos defendem controles para reduzir riscos.

Trump rejeita desaceleração da inteligência artificial e critica defensores de limites

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo (13) a proposta de desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial ou ampliar a regulação do setor. Para ele, os críticos da tecnologia são forças muito negativas e levantam preocupações sobre situações que não devem ocorrer.

Ao ser questionado sobre a necessidade de reduzir o ritmo da IA ou criar novas regras, Trump afirmou que os Estados Unidos precisam preservar sua liderança tecnológica. “Quem vencer na IA vence”, disse o presidente.

A posição foi apresentada durante um período de aumento das discussões públicas sobre os riscos da tecnologia. Dois pesquisadores da Anthropic alertaram que o avanço acelerado dos sistemas poderia levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante.

Trump não tem apoiado essas preocupações. Durante seu segundo mandato, passou a apoiar amplamente empresas de inteligência artificial, enquanto executivos do setor e de outras companhias de tecnologia também apoiaram iniciativas de seu governo.

Pressão por controles

Parte do setor, no entanto, defende uma redução no ritmo de desenvolvimento. O Pentágono alertou neste ano sobre riscos relacionados ao modelo da Anthropic. Após as advertências dos pesquisadores, alguns presidentes-executivos de empresas de IA passaram a defender medidas de contenção.

Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, apresentou no sábado uma proposta em três etapas para moderar o avanço da tecnologia e criar tempo para administrar riscos. O plano recebeu apoio de executivos como Elon Musk e Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI.

Em entrevista exibida no domingo pela CBS, Amodei disse que a competição entre empresas dos Estados Unidos e da China dificulta a criação de um limite para o avanço da inteligência artificial. Ele afirmou que os incentivos econômicos e a vantagem militar associados à liderança tecnológica tornam necessária uma verificação rigorosa entre os países.

Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic que deixou a empresa e depois alertou sobre os riscos da IA, defendeu uma resposta coordenada internacionalmente. Para ele, sem cooperação, os países podem entrar em uma corrida tecnológica com a China.

Executivos ligados à inteligência artificial também destinaram recursos à campanha das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para 3 de novembro. A votação definirá o controle do Congresso dos Estados Unidos. O America PAC, grupo ligado a Elon Musk, já gastou milhões em apoio a candidatos republicanos e deve participar da estratégia para ampliar a participação eleitoral.

A posição de Trump mantém a inteligência artificial como prioridade estratégica da Casa Branca na disputa econômica, tecnológica e militar com a China, apesar da pressão por mecanismos de controle.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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