A Rússia afirmou que os Estados Unidos precisam considerar a situação militar no terreno em qualquer negociação sobre uma saída para o conflito na Ucrânia. Segundo Moscou, a evolução da guerra estaria desfavorável a Kiev.
A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, ao comentar uma possível visita dos emissários estadunidenses Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou e Kiev nos dias 5 e 6 de setembro.
Ryabkov afirmou que o principal ponto para o governo russo é saber se Washington está disposto a buscar uma solução considerada realista para a crise. Na avaliação dele, os Estados Unidos devem levar em conta tanto as causas apontadas por Moscou quanto as mudanças ocorridas durante o conflito.
“A questão fundamental é até que ponto o governo dos EUA está preparado para investir na busca de uma solução real para a crise atual, considerando, entre outros fatores, a realidade no terreno”, disse o vice-ministro. Ele acrescentou que a situação estaria “em constante mudança e não é favorável a Kiev”.
Dúvidas sobre a posição americana
O vice-chanceler russo também questionou a disposição dos Estados Unidos depois da cúpula de Anchorage. Para ele, os acontecimentos durante e após o encontro deixaram dúvidas sobre a capacidade de Washington de tratar dos temas considerados essenciais por Moscou em uma eventual negociação.
Ryabkov afirmou que essas questões precisam ser resolvidas sem concessões à conveniência política ou à influência de grupos contrários a um acordo. Segundo ele, os pontos centrais continuam em aberto.
A possível viagem de Witkoff e Kushner a Moscou e Kiev neste fim de semana foi mencionada durante os comentários sobre as negociações. A agenda dos dois emissários não foi detalhada.
Moscou sustenta que qualquer avanço diplomático depende da consideração do quadro militar e político atual. A Rússia também defende que uma solução inclua as chamadas causas profundas da crise e as mudanças ocorridas no campo de batalha.








