A Jaguar Land Rover (JLR) anunciou nesta segunda-feira (7) um programa de demissões voluntárias que deve eliminar cerca de 4.000 postos de trabalho nos próximos dois anos. O volume representa quase 10% da força de trabalho da montadora britânica, que enfrenta a concorrência de empresas chinesas e o impacto de tarifas.
Controlada pela indiana Tata Motors, a fabricante tem 17 unidades na Inglaterra e emprega perto de 43 mil pessoas no mundo, incluindo 34 mil no Reino Unido. A empresa não informou em quais locais ocorrerão os cortes. O programa será concentrado principalmente entre 26 mil funcionários assalariados e gestores.
A JLR calcula que a medida permitirá economizar 1,7 bilhão de libras. A companhia também pretende baixar seu ponto de equilíbrio para 300 mil veículos e afirmou que precisa reduzir custos e simplificar sua estrutura para tornar o negócio mais resiliente.
Pressões sobre a montadora
“A indústria automotiva enfrenta desafios significativos, com mudanças tecnológicas em meio a intensa concorrência e incertezas geopolíticas contínuas”, afirmou o diretor executivo da JLR, PB Balaji, em comunicado.
A empresa ainda se recupera de um ataque cibernético que interrompeu a produção por um período prolongado e atingiu fornecedores em 2025. Na semana passada, a Volkswagen aprovou um plano para cortar mais 50 mil empregos diante de tarifas, excesso de capacidade e concorrentes chineses.
A JLR informou que lançará cinco novos produtos nos próximos 12 meses. Também manterá investimentos entre 15 bilhões e 18 bilhões de libras nos próximos cinco anos em eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência do cliente.
Os cortes ocorrem enquanto o governo do Reino Unido busca estimular uma economia de crescimento lento. O ministro das Finanças, John Healey, fez nesta segunda-feira um discurso a poucas milhas da sede da JLR em Coventry, antes do que se espera ser um orçamento difícil no final de outubro.








