Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Bispos católicos defendem trabalho centrado na pessoa diante da expansão da IA

Declaração do episcopado católico dos EUA alerta para desemprego, salários estagnados e riscos de exclusão provocados pela inteligência artificial.

Bispos católicos defendem trabalho centrado na pessoa diante da expansão da IA

A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA pediu que o avanço da inteligência artificial seja orientado pelo bem comum e pela proteção da dignidade humana. A posição foi apresentada em declaração divulgada em 4 de setembro de 2026, durante a celebração do Dia do Trabalho.

O arcebispo Shelton J. Fabre afirmou que a tecnologia pode ampliar formas de exclusão e não deve ser tratada como moralmente neutra. Para a liderança católica, sistemas de IA podem imitar a inteligência humana, mas não têm capacidade de amar, sentir ou discernir a graça de Deus.

A preocupação com a tecnologia ocorre em um cenário de salários estagnados, dificuldades de contratação e crescimento dos indicadores econômicos tradicionais. Jovens estão entre os grupos mais expostos ao desemprego e à ansiedade provocada pelo receio de substituição de funções. Trabalhadores negros também enfrentam altas taxas de desemprego.

Um quarto dos trabalhadores americanos recebe menos de US$ 35 mil por ano. A maioria dos empregos de baixa renda não oferece estabilidade, situação que tornou a decisão de ter filhos inacessível para 70% da população dos Estados Unidos.

Limites para a inteligência artificial

A declaração alerta para a desqualificação profissional, a vigilância excessiva e a criação de tarefas rígidas que podem reduzir a criatividade humana. Também destaca a dependência de trabalhadores de baixa renda, muitas vezes ocultos em cadeias de suprimentos submetidas a condições severas.

Na visão dos bispos, o trabalho não é apenas uma forma de sustento, mas também de participação na criação divina. Com base em documentos papais, como a encíclica Magnifica Humanitas, a Igreja defende sistemas tecnológicos centrados na pessoa humana, para que a inovação atenda ao bem comum, e não somente ao lucro ou ao desempenho técnico de algumas corporações.

A proteção dos trabalhadores, segundo a declaração, deve envolver a Igreja, o governo, os sindicatos, grupos da sociedade civil e grandes empresas. A proposta é tratar o desenvolvimento tecnológico como um projeto coletivo de inclusão.

O arcebispo também recorreu ao exemplo da Revolução Industrial para defender a cooperação entre diferentes setores. A avaliação é que a sociedade precisa se mobilizar para garantir que cada indivíduo possa contribuir de forma digna para a comunidade.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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