RIO DE JANEIRO — O velório de Zuenir Ventura será realizado nesta quarta-feira (23), na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, com entrada aberta ao público. O jornalista e escritor morreu aos 95 anos, em casa, em decorrência de uma pneumonia.
Torcedor declarado do Fluminense, Zuenir teve a morte lamentada pelo clube, que ressaltou a ligação do escritor com as três cores do time.
Ao longo da carreira, ele recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo, o Prêmio Vladimir Herzog e o Prêmio Jabuti de Reportagem. Em 2008, também foi reconhecido pela ONU como um dos cinco jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no Brasil nos anos anteriores.
Na literatura, Zuenir ficou conhecido por “1968: O Ano que não Terminou”, obra sobre os acontecimentos políticos, sociais e culturais daquele período. O livro vendeu mais de 400 mil exemplares.
Atuação no cinema
O escritor também participou de produções cinematográficas. Ele codirigiu o documentário ‘Um Dia Qualquer’ e foi roteirista de ‘Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje’, dirigido por Izabel Jaguaribe.
Nascido e criado no subúrbio do Rio de Janeiro, Zuenir era formado em Jornalismo pela FACHA e trabalhou em agências do Brasil e do exterior. Sua trajetória reuniu atuação na imprensa, na literatura e na cultura brasileira, além da relação de carinho mantida com o Fluminense.









