A conversa entre Carlos de Barros, fundador e CEO da Lazuli Partners, e Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, ocorreu no gramado do Maracanã na última terça-feira (8), durante a vitória por 2 a 0 sobre o Platense-ARG pela Libertadores. O encontro aconteceu enquanto a empresa prepara uma nova oferta para assumir o futebol do clube.
A proposta deverá ser apresentada ao Conselho Deliberativo até o fim deste ano. O plano prevê a transformação do futebol tricolor em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com a entrada de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões em dinheiro novo. A Lazuli, porém, também pretende alterar sua participação nas receitas.
Mudanças no acordo
Como contrapartida ao aumento do aporte, a empresa deverá receber um percentual entre 15% e 25% maior sobre as vendas de jogadores. O projeto estima ainda que a SAF possa movimentar mais de R$ 8 bilhões em dez anos. A maior parte desse montante, no entanto, não corresponderia a recursos novos destinados diretamente ao clube.
A Lazuli Partners já havia apresentado uma proposta oficial ao Fluminense em setembro de 2025, em conjunto com a LZ Sports. Na ocasião, o plano indicava investimento de R$ 6,9 bilhões ao longo de uma década, com aporte inicial de dinheiro novo dividido em duas parcelas de R$ 250 milhões nos dois primeiros anos. Em troca, a empresa receberia 65% do futebol do clube.
Resistências internas
Apesar da revisão dos valores e das condições, permanecem dúvidas entre investidores. Mário Bittencourt, diretor-geral do Fluminense, não seria consenso entre os envolvidos para ocupar a função de CEO em uma eventual SAF.
Mattheus Montenegro defende a criação da SAF e trabalha para obter a aprovação do projeto no Conselho Deliberativo. A nova oferta ainda deverá passar pela avaliação dos conselheiros antes de qualquer decisão sobre o modelo para o futebol do clube.








