O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.522/2026, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A modalidade passa a ser tratada como prioridade nas políticas públicas voltadas ao esporte.
A legislação prevê igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, proteção da integridade física e psicológica, respeito à gravidez e à maternidade e igualdade salarial. O texto também inclui medidas para ampliar a formação de atletas, profissionalizar o futebol feminino e estimular a participação das mulheres em cargos de gestão, direção técnica e arbitragem.
Lula afirmou que o Ministério do Esporte trabalhará com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), as federações estaduais e os clubes no combate à discriminação e à violência contra as mulheres. A lei também determina a elaboração de um plano de legado social, esportivo e financeiro para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Durante a divulgação da sanção, o presidente citou o Corinthians e comparou o desempenho das equipes feminina e masculina do clube. “Não há porquê a mulher ser tratada de forma inferior”, afirmou Lula. Ele também comentou a sequência de resultados negativos do time masculino e mencionou a possibilidade de a equipe feminina atuar na reta final do Campeonato Brasileiro masculino.
Estratégia da CBF
A CBF informou que desenvolve uma Estratégia do Futebol Feminino, documento destinado a medir ações e planejar objetivos para impulsionar a modalidade no país. A entidade realiza workshops com diretores e especialistas da Fifa para integrantes da confederação.
Participam das atividades Arijana Demirovic, chefe de Desenvolvimento do Futebol Feminino da FIFA, a coordenadora Arbenita Morina e os especialistas Tomás Corrêa e Romina Fernández. Também estão previstas visitas ao Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), onde treina a equipe feminina do Fluminense, e ao projeto Daminhas da Bola, voltado à formação de atletas.
Samir Xaud, presidente da CBF, afirmou que a discussão sobre as estratégias para o futebol feminino e a Copa do Mundo de 2027 pode deixar um legado para a modalidade. Cris Gambaré, coordenadora das Seleções Femininas e ex-diretora de futebol feminino do Corinthians, disse que a construção desse legado após o Mundial será inédita no Brasil.
A Neo Química Arena, estádio do Corinthians, está entre os locais que receberão partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027 e terá a Seleção Brasileira na segunda rodada da fase de grupos.









