O governo federal reunirá clubes de futebol e confederações esportivas para avaliar os efeitos da proibição das casas de apostas no Brasil. O encontro está previsto para a próxima terça-feira, após a assinatura de uma Medida Provisória pelo presidente Lula que impede a operação das empresas no país.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, neste momento, não existe previsão de repasse imediato às equipes que deixarem de receber valores de patrocínio das bets. A possibilidade de apoio será analisada depois do levantamento sobre o impacto da medida no esporte.
“Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as confederações para entender qual é o real impacto”, disse Durigan. Segundo o ministro, uma providência poderá ser adotada posteriormente caso o governo conclua que a ajuda é necessária, mas não há medida prevista para agora.
Valores pagos ao governo
Lula justificou a MP com o objetivo de proteger as famílias brasileiras do endividamento. As empresas de apostas, por outro lado, planejam recorrer à Justiça para tentar recuperar os valores pagos pelas outorgas.
A regulamentação das apostas de quota fixa estabeleceu o pagamento de R$ 30 milhões ao governo federal para cada empresa autorizada a operar. Até o momento, 85 empresas atenderam à exigência, gerando um desembolso total de R$ 2,55 bilhões aos cofres públicos.
Esse montante poderá ser afetado pela judicialização provocada pela proibição da atividade no país. Antes de qualquer decisão sobre eventual socorro aos clubes, o governo pretende ouvir as entidades esportivas e dimensionar as perdas relacionadas ao fim dos patrocínios.








