A mudança de comportamento no segundo tempo permitiu ao Fluminense controlar melhor o confronto com o Platense e confirmar presença nas semifinais da Libertadores. A equipe perdeu por 2 a 1 na Argentina, mas avançou porque havia vencido a partida de ida por 2 a 0, no Maracanã. O placar agregado terminou em 3 a 2.
Marcão explicou que a comissão técnica já esperava um duelo marcado por pressão e bolas longas. A preparação havia incluído alternativas para superar esse estilo, em uma estratégia semelhante à usada antes do encontro com o Independiente Rivadavia. Na primeira etapa, porém, o time não conseguiu colocar o plano em prática.
Orientações no vestiário
Durante o intervalo, a comissão buscou tranquilizar os jogadores e recorreu a imagens para reforçar os movimentos planejados. “No intervalo, acalmamos, mostramos alguma coisa de vídeo, o que queríamos fazer para esse jogo”, afirmou Marcão.
Na volta para o campo, o Fluminense passou a circular a bola com mais frequência e levou o jogo para um cenário de transição. Para o treinador, essa alteração trouxe maior controle, embora permanecesse o risco de sofrer com lançamentos e jogadas aéreas.
“Criou bastante dificuldade, treinamos para sair dessa pressão, desse jogo direto”, disse Marcão ao descrever a atuação do Platense e a preparação feita pela equipe.
O treinador avaliou que a partida deixou um aprendizado para os próximos compromissos: a equipe deve se aproximar mais do modelo que pretende executar, em vez de apenas responder ao estilo do adversário.
Mesmo com a derrota, o resultado obtido no Maracanã sustentou a classificação do Fluminense. A equipe comandada por Marcão agora espera a definição do próximo adversário na competição continental.







