A arbitragem de Davi de Oliveira Lacerda em partidas recentes do Brasileirão foi criticada pela falta de uniformidade na avaliação de contatos. A análise usa como exemplo os jogos Fluminense x Vasco e Santos x Palmeiras, ambos apitados pelo árbitro. Rodrigo Dalonso estava no VAR na partida entre Fluminense e Vasco, pela 26ª rodada do campeonato.
No duelo entre Fluminense e Vasco, o lance de Serna no fim do jogo foi considerado uma falta clara. O atacante sofreu um puxão quando estava em condição de finalizar, tentou concluir a jogada e acabou derrubado. A avaliação é de que o contato teve impacto suficiente para caracterizar a infração.
A análise também destaca que não há vantagem em pênalti: a jogada só deixa de ser interrompida se terminar em gol. No mesmo jogo, Lacerda marcou 3 faltas semelhantes no meio de campo. Uma delas ocorreu de forma retroativa sobre Hulk.
O questionamento central é que o árbitro teria aceitado alguns contatos e marcado outros parecidos, além de deixar de aplicar cartões e faltas considerados evidentes. Esse padrão foi definido como uma arbitragem de roleta, na qual as decisões variariam sem um critério técnico consistente.
Comparação com lance de Giay
Na quarta-feira, Lacerda também comandou Santos x Palmeiras. A partida teve um pênalti em Giay, que, assim como Serna, tentou chutar a bola depois de sofrer a falta. A análise sustenta que o esforço para concluir a jogada não deveria afastar a marcação, porque o ponto principal é o impacto provocado pelo contato.
A avaliação critica a valorização da reação do jogador após a infração. Jogadores como Luciano, Arrascaeta, Flaco e Hulk são citados como exemplos de atletas que sentem o contato e demonstram mais a falta. Para a análise, esse comportamento não deveria definir a decisão da arbitragem: o que precisa ser examinado é a intensidade do contato e seu efeito sobre a jogada.








