O tempo de bola rolando por partida no Campeonato Brasileiro aumentou 4:49 após a implementação de novas regras contra a chamada cera. A média passou de 53:54 para 58 minutos e 43 segundos, alta de 5,9%.
O levantamento encomendado pela CBF também aponta que o Brasileirão é o segundo melhor entre as principais ligas do mundo nesse quesito. Na Série B, o tempo de bola em jogo subiu de 51:27 para 56:49, aumento de 10,4%. A variação desde a adoção das regras foi de 5:22 por partida.
Medidas contra atrasos
Entre as mudanças, o árbitro pode iniciar uma contagem visual de cinco segundos para cobranças de lateral deliberadamente demoradas. Se o arremesso não for realizado nesse período, a posse passa ao adversário, que também fica responsável pela cobrança.
A mesma contagem vale para o tiro de meta atrasado de propósito. Se o jogador não fizer a cobrança dentro do prazo, o lance é revertido em escanteio para a equipe adversária.
Nas substituições, o atleta que deixará o campo tem 10 segundos para sair depois que o quarto árbitro levantar a placa da alteração. Os últimos cinco segundos são indicados pelo árbitro com a mão levantada. A regra não vale para jogador lesionado que claramente não tenha condições de deixar o campo. Se houver atraso, o substituto espera um minuto para entrar, e a equipe fica com um jogador a menos nesse intervalo.
Também houve mudança para atendimentos médicos. O atleta que deixar o campo precisa aguardar pelo menos 60 segundos para retornar, mantendo o time com um jogador a menos durante esse período. Quando o atendido é o goleiro, um jogador de linha sai por 1 minuto.








