LONDRES — O vestido preto usado pela princesa Diana em uma aparição pública marcante será leiloado em 9 de dezembro, em Nova York, durante uma venda dedicada à moda. A peça, conhecida como “vestido da vingança”, foi criada pela estilista Christina Stambolian e tem valor estimado entre US$ 150 mil e US$ 300 mil, cerca de R$ 770 mil a R$ 1,5 milhão.
Diana vestiu o modelo em 29 de junho de 1994, durante uma festa em Londres. Na mesma data, o então príncipe Charles admitiu publicamente ter sido infiel à princesa. A declaração ocorreu no documentário “Charles: The Private Man, The Public Role”, do jornalista Jonathan Dimbleby. Charles afirmou que permaneceu fiel a Diana até “ficar claro que o casamento estava irremediavelmente destruído”.
O vestido de seda tem decote com os ombros à mostra, silhueta ajustada e barra assimétrica. Diana combinou a peça com uma gargantilha de pérolas e safiras, uma bolsa Salvatore Ferragamo e sapatos Manolo Blahnik. A escolha foi interpretada como uma resposta ao momento de exposição pública enfrentado pela princesa e rompeu com a imagem mais tradicional associada à família real.
A entrevista de Charles foi acompanhada por cerca de 13 milhões de pessoas. Poucas horas depois, Diana apareceu com o vestido, que se tornou um dos símbolos mais conhecidos de sua trajetória. A peça havia sido desenhada em 1991, mas ficou guardada durante três anos. Diana teria escolhido outro modelo para a festa e mudado de ideia depois que informações sobre a produção vazaram para a imprensa.
Histórico do vestido
Em 1997, meses antes de morrer, Diana organizou um leilão em Nova York com 79 vestidos. A iniciativa arrecadou US$ 3,25 milhões para instituições voltadas ao combate ao câncer e à AIDS. O vestido preto foi comprado por Briege e Graeme Mackenzie, da Escócia, por cerca de US$ 64 mil.
Segundo a Sotheby’s, o casal manteve a peça em sua coleção desde então. O vestido foi exibido pela última vez em 2017, em uma exposição na Irlanda. Antes do leilão de dezembro, passará por mostras públicas em Londres, Hong Kong e Genebra.
Parte da arrecadação será destinada à NHS Lothian Charity, ligada ao sistema público de saúde da região de Lothian, na Escócia, em benefício do Royal Hospital of Edinburgh.









