Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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João Victor Gonçalves denuncia ataques homofóbicos na chegada ao Rock in Rio

Ator afirmou que foi hostilizado por três jovens e disse que homofobia é crime; Polícia Civil não encontrou registro do caso.

João Victor Gonçalves denuncia ataques homofóbicos na chegada ao Rock in Rio
Foto: Globo/Manoella Mello/Divulgação

O ator João Victor Gonçalves, que interpreta Mau Mau na novela Quem ama cuida, da TV Globo, relatou ter sido alvo de ataques homofóbicos na chegada à Cidade do Rock, na noite desta sexta-feira, 4, durante o primeiro dia do Rock in Rio.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o artista, de 24 anos, caminhando enquanto três jovens fazem comentários e debocham das roupas que ele usava. As identidades dos envolvidos ainda não foram informadas.

Em uma publicação no Instagram, João Victor disse que o episódio refletia o tema abordado por seu personagem na novela. Mau Mau vive o drama de descobrir sua homossexualidade e enfrentar o preconceito do avô, interpretado por Tony Ramos.

“Homofobia não é entretenimento”, escreveu o ator em seguida, ao comentar o vídeo que viralizou. Antes disso, em um story, ele afirmou que o personagem enfrenta a homofobia estrutural com coragem e relatou ter seguido adiante apesar do que sentia.

O ator agradeceu as mensagens de solidariedade e afirmou que estava emocionado. Também escreveu que os autores dos ataques não ficarão impunes e que homofobia é crime.

Posicionamentos

O Rock in Rio informou que conta com segurança privada, mas disse que o assédio ocorreu fora do perímetro coberto pela equipe do festival. A organização afirmou repudiar qualquer tipo de violência e recomendou que o público use o BRT, porque o desembarque fica mais próximo da entrada.

A Polícia Civil informou não ter localizado registro de boletim de ocorrência relacionado ao caso.

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal decidiu enquadrar a homofobia como crime. Os ministros entenderam que a legislação sobre racismo também deveria ser aplicada a práticas discriminatórias desse tipo e declararam a omissão do Congresso Nacional por não ter criado uma medida até então.

A legislação prevê reclusão de um a cinco anos, prestação de serviços à comunidade ou multa.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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