BOA VISTA — Elis Lima Carneiro morreu nesta quarta-feira (30), aos 5 anos, em Boa Vista (RR). Ela e a irmã gêmea, Eloá, tinham diagnóstico da síndrome progéria de Hutchinson-Gilford, uma condição rara que acelera o envelhecimento do organismo e afeta o desenvolvimento. A causa da morte não foi informada.
A morte foi comunicada por Guilherme Lago, irmão das meninas, no perfil mantido para elas no Instagram. Ao lado da mãe, ele participava dos cuidados de Elis e Eloá.
“Hoje a Elis descansa no Senhor. É muito difícil, porque a gente não queria que isso acontecesse, mas a gente também não pode ser egoísta”, afirmou Guilherme. Em outra publicação, disse que a irmã viveu cercada de amor e que permanecerá na memória da família.
O irmão também compartilhou imagens da escolha das flores e das fotos para o velório. “Meu último cuidado”, escreveu.
Condição rara
A neuropediatra Charlote Briglia, que acompanhava as meninas e explicou a síndrome em 2023, afirmou que o envelhecimento ocorre em velocidade cerca de sete vezes maior que a taxa normal.
A progéria pode afetar várias partes do corpo. Entre as manifestações estão crescimento abaixo do esperado, queda de cabelo, diminuição de gordura e massa muscular, pele fina e sensível, veias aparentes, voz mais aguda e limitação dos movimentos das articulações. Também podem ocorrer comprometimentos nos sistemas cardiovascular e vascular, fragilidade dos ossos e dificuldade para se alimentar.
Elis e Eloá eram apontadas como possíveis únicas gêmeas no mundo com a condição. A rotina das irmãs era compartilhada pela família nas redes sociais, onde os perfis reuniam mais de 1 milhão de seguidores. As publicações mostravam o crescimento e as conquistas das meninas, além de momentos de natação, brincadeiras e danças. Elas também eram acompanhadas no Facebook e no TikTok.








