Earl Spencer reafirmou que o então príncipe Charles disse que Diana seria esquecida em breve, durante uma conversa telefônica ocorrida nos dias seguintes à morte da princesa, em 1997. O relato foi contestado pelo Palácio de Buckingham, mas o irmão de Diana manteve sua versão em entrevista à BBC nesta sexta-feira (19).
A lembrança será apresentada no livro Swan Song: Diana, My Sister, com publicação prevista para a próxima semana. Spencer afirma que questionou a participação de William e Harry no cortejo fúnebre da mãe. Na época, os dois tinham 15 e 12 anos, respectivamente, e o irmão da princesa considerava que eles não deveriam caminhar atrás do caixão.
Segundo Spencer, Charles reagiu com irritação e passou parte da conversa falando sobre o senso de dever da família real. O conde disse que esperou uma manifestação mais apropriada depois que o então príncipe se acalmasse, mas ouviu a frase sobre o possível esquecimento de Diana. “Essas são exatamente as palavras que ele disse”, afirmou Spencer à apresentadora Laura Kuenssberg.
Contestação do Palácio
Em uma rara manifestação sobre o conteúdo do livro, o Palácio de Buckingham declarou que o rei Charles reconhece que o sofrimento do luto pode afetar a forma como acontecimentos são lembrados. A instituição não negou diretamente que a frase tenha sido dita e afirmou que a dor pode alterar a razão, o julgamento e as lembranças ao longo dos anos.
Questionado sobre a resposta da família real, Spencer disse que teve apenas duas conversas telefônicas com Charles em toda a vida e que, por isso, estava especialmente atento às palavras usadas naquela ocasião. Ele também afirmou ter contado o episódio a familiares e amigos na época, porque ficou chocado com o que ouviu.
Spencer relatou que ficou sem reação após a suposta declaração e disse ter respondido que não acreditava que Charles acabara de dizer aquilo. Depois de um momento de silêncio, desligou o telefone. William e Harry participaram do cortejo ao lado do pai e do tio.
Em 2017, Harry falou à BBC sobre a experiência de caminhar atrás do caixão da mãe aos 12 anos. O príncipe afirmou que nenhuma criança deveria ser obrigada a passar por aquilo, embora tenha dito que, olhando para trás, ficou feliz por ter participado daquele dia. O Palácio de Buckingham não quis comentar as novas declarações de Earl Spencer.








