Claudia Ohana considera possível voltar a interpretar Natasha, protagonista de “Vamp”, desde que a personagem acompanhe a passagem do tempo. Aos 63 anos, a atriz imagina uma versão diferente da roqueira que viveu em 1991 e afirma que Antônio Calmon, autor da novela, tem conversado sobre a retomada da história.
“Seria incrível reviver ela”, disse Claudia. Para a atriz, Natasha poderia reaparecer como uma mulher mais velha, com outra relação com o mundo e menos ingenuidade. A personagem já voltou a fazer parte de sua trajetória em diferentes formatos.
Em 2017, Claudia e Ney Latorraca (1944-2024) retomaram Natasha e Conde Vlad em “Vamp — O Musical”. Mais recentemente, a atriz interpretou novamente a vampira em uma campanha publicitária e participou de “Êta Mundo Melhor!” como a personagem.
Envelhecimento e liberdade
A possibilidade de atualizar Natasha se relaciona à forma como Claudia fala sobre o próprio envelhecimento. Ela criticou a pressão dirigida às mulheres quando ficam mais velhas e contou que, depois de completar 60 anos, passou a receber perguntas sobre sexo e aposentadoria.
“Envelhecer numa sociedade que cultua a juventude é muito difícil”, afirmou. A atriz defendeu que a mulher de 60 anos continua viva, bonita e na ativa, sem precisar mudar sua maneira de viver por causa da idade.
Claudia também disse que a maturidade devolveu uma liberdade que havia perdido. No início da carreira, segundo ela, o fato de não ter nada a perder permitia agir com mais liberdade. Depois, o receio de comprometer conquistas profissionais e pessoais trouxe medo. Com o tempo, afirmou, voltou a tomar decisões com menos preocupação e mais clareza sobre o que deseja.
Novos trabalhos
No cinema, Claudia gravou recentemente “A Grande Virada”, comédia dirigida por Halder Gomes. Ela interpreta uma dominatrix, papel que a levou a conhecer um universo novo e a aprender a manejar um chicote. A atriz aproximou a personagem de outros trabalhos considerados por ela exóticos e fortes, incluindo Natasha, de perfil gótico.
No teatro, está em cartaz no Rio de Janeiro com “Festa no Arraial, o Musical”, inspirado em “Sonho de uma Noite de Verão”, de William Shakespeare. Claudia interpreta Tânia Flores, uma vilã cômica, canta “Espumas ao vento”, de Fagner, e relatou ter se emocionado quando o público acompanhou a música.
Entre os projetos que deseja levar aos palcos estão “Um bonde chamado desejo”, de Tennessee Williams, e “A megera domada”, de Shakespeare. A atriz também trabalha em um projeto pessoal ainda não concreto e já pensa nos desafios do ano que vem.








