Deolane Bezerra escreveu uma carta no presídio sobre a saudade da mãe, Solange Bezerra, e a preocupação com a saúde dela. A mensagem foi divulgada por Solange no story do Instagram nesta terça-feira (8).
A advogada pediu que a mãe realizasse exames, se alimentasse bem e mantivesse os cuidados pessoais. Também afirmou que as visitas ficam incompletas sem as conversas entre as duas. “Passando pra avisar que já estou morrendo de saudade. A visita sem a senhora fica incompleta, sabe, né?”, escreveu Deolane.
Na carta, ela disse estar firme em sua fé e declarou acreditar que o período será superado. Deolane também contestou as acusações que deram origem à investigação e afirmou que estaria sendo perseguida por sua fé. “Não vai ser uma acusação falsa que irá me destruir. Eu sou ‘Filha da Promessa’”, escreveu.
A advogada garantiu à mãe que está bem e disse que pretende preservar a força emocional. Ao final, afirmou que Deus continua conduzindo sua trajetória e declarou seu amor por Solange.
Investigação e medidas judiciais
Deolane está presa preventivamente no âmbito das investigações da Operação Vernix. O caso apura uma possível ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de suspeitas de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
As investigações mencionadas no processo apontam uma suspeita de ocultação de recursos por meio de depósitos fracionados associados a uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau. Também foram determinados o bloqueio de mais de R$ 27 milhões em contas relacionadas à advogada e o sequestro de veículos de luxo registrados em nome de sua empresa.
A OAB-SP suspendeu preventivamente o registro profissional de Deolane por 90 dias, com possibilidade de prorrogação. Neste mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Em pedidos anteriores, os advogados solicitaram prisão domiciliar para que ela pudesse acompanhar a filha de 12 anos.
Além disso, Deolane deixou de integrar uma ação movida por um apostador contra ela, Virgínia Fonseca e Carlinhos Maia. O autor atribuía aos três responsabilidade pelo desenvolvimento de transtorno do jogo compulsivo.








