SÃO PAULO — O Houlihan Lokey pretende ampliar a atuação no Brasil para além das reestruturações de empresas, que atualmente representam dois terços dos negócios da operação local. O banco nomeou Mayra Fregonesi, ex-executiva do Patria, para estruturar uma área de capital solutions no país.
Desde a abertura do escritório em São Paulo, em 2023, o banco participou de 23 das 27 reestruturações envolvendo dívidas cross border. Entre os casos estão InterCement, Unigel, Ambipar e Braskem.
A estratégia agora inclui aumentar a participação em fusões e aquisições, soluções de capital e assessoria financeira. Bruno Baratta, responsável pela operação brasileira, disse que o objetivo é aproximar a atuação local do modelo internacional do grupo, no qual dois terços das receitas vêm dessas áreas.
Capital e liquidez
Mayra ficará encarregada de levantar recursos para as operações do banco e de conectar family offices e fundos brasileiros de private equity e venture capital a investidores internacionais e empresas. A proposta é facilitar transações e alternativas de liquidez.
A executiva estima que cerca de US$ 20 bilhões investidos em carteiras de fundos e family offices estejam em busca de algum tipo de liquidez. O cenário inclui um mercado fechado para IPOs, follow-ons seletivos e menor apetite de gestores de venture capital e private equity.
Nesse ambiente, a DPR, sigla em inglês para Distributions to Paid-In Ratio, ganhou relevância. O indicador mostra quanto do capital colocado pelos investidores já voltou por meio de distribuições. Para Mayra, “é a nova TIR”.
Antes de chegar ao Houlihan Lokey, Mayra trabalhou por seis anos no Patria, com responsabilidades em captação de recursos e relações com investidores. De 2007 a 2019, exerceu funções semelhantes na GP Investments.









