Londrina, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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William Batista detalha reformulação do Sub-20 do Corinthians e elogia Diniz

Treinador afirma que redução do elenco elevou a exigência e destaca processos de integração entre a base e o time profissional.

William Batista detalha reformulação do Sub-20 do Corinthians e elogia Diniz

O técnico William Batista defendeu a reformulação do Sub-20 do Corinthians e afirmou que a redução do elenco foi necessária para elevar o nível da categoria. Anunciado pelo clube em agosto de 2025, o treinador, de 33 anos, participou das mudanças no grupo e disse que o processo também buscou recuperar a credibilidade da base diante da torcida e dos adversários.

No início de 2026, 29 jogadores foram liberados para procurar novos clubes. Durante a temporada, o elenco passou de 61 para 32 atletas e chegou a 23 jogadores. Batista relatou ter recebido críticas nas redes sociais, mas sustentou que os desligamentos foram decisões técnicas e que não havia intenção de prejudicar os atletas.

O treinador avaliou que a exigência para atuar no Corinthians é alta e que a montagem do grupo precisa priorizar jogadores capazes de competir no nível esperado pelo clube. “O tempo é o senhor da razão e a verdade tem luz própria”, afirmou Batista ao justificar a escolha pelos atletas que permaneceram e pelos reforços incorporados ao elenco.

Resultados e formação interna

Apesar da eliminação para o Guarani na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Sub-20 alcançou as quartas de final do Campeonato Brasileiro da categoria e avançou ao mata-mata do Campeonato Paulista. A campanha no torneio nacional foi a melhor do Corinthians desde 2023.

Batista soma 44 partidas no comando da equipe, com 24 vitórias, nove empates e 11 derrotas, além de 61% de aproveitamento. Para ele, a reconstrução não deve ser avaliada apenas pelos resultados, mas também pela retomada do respeito à categoria.

A próxima etapa do trabalho, segundo o treinador, é estabelecer uma linha contínua de formação entre as categorias inferiores e o elenco principal. A intenção é evitar novas reformulações amplas e permitir que atletas do Sub-17 avancem gradualmente ao Sub-20 e, depois, ao time profissional. Batista afirmou que o clube já conta com um alicerce para não precisar dispensar 35 jogadores em um novo processo de reconstrução.

Integração com o profissional

A proximidade física entre o CT Dr. Joaquim Grava e o Centro de Excelência em Formação de Atletas do Corinthians (CEFAC) facilita o contato diário entre as equipes. Na avaliação de Batista, a troca de informações sobre os jovens é incomum no futebol brasileiro e permite que treinadores e dirigentes acompanhem os atletas de forma mais próxima.

O processo envolve a comissão técnica do Sub-20, Ricardo Drubscky, coordenador técnico da base masculina, Erasmo Damiani, executivo da base masculina, e o departamento profissional. As áreas trocam relatórios e seguem protocolos de avaliação para reduzir decisões baseadas apenas em uma partida, uma vitória ou uma derrota.

Com os critérios compartilhados, as indicações de atletas ao time principal passam a considerar um conjunto maior de informações. Batista afirmou que essa rotina permite identificar quais jogadores estão mais preparados quando surge uma oportunidade e dá mais segurança à transição.

Relação com Fernando Diniz

A integração aproximou Batista de Fernando Diniz, técnico da equipe principal. Os dois já tinham uma relação profissional anterior ao Corinthians. Em 2016, quando trabalhava no Atibaia, Batista acompanhou por três dias os treinamentos do Audax comandado por Diniz, em Barueri. Na época, o treinador do Sub-20 tinha 22 ou 23 anos e via aquela equipe como referência.

A relação continuou ao longo dos anos. Depois da eliminação para o Palmeiras nas quartas de final do Brasileiro Sub-20, Diniz telefonou para saber como Batista estava, e não apenas para tratar da derrota. O treinador do Sub-20 disse ter gratidão e admiração pelo colega e avaliou que a proximidade entre as comissões melhora o fluxo de informações dentro do Corinthians.

Da carreira de jogador ao comando da base

Antes de se consolidar como treinador, Batista tentou seguir carreira como jogador em Portugal e defendeu o Rio Ave. No alojamento do clube, organizava torneios de Brasfoot, experiência que, segundo ele, influenciou sua visão sobre montagem de elenco, negociação de atletas e equilíbrio entre jovens e jogadores mais experientes.

Depois de voltar ao Brasil, trabalhou nas categorias de base do Atibaia e dirigiu durante a madrugada para pagar a faculdade de Educação Física. Em 2017, fazia jornadas de 12 horas como motorista de aplicativo. Após quatro ou cinco meses, decidiu abandonar essa atividade para se dedicar ao sonho de ser treinador.

A trajetória profissional incluiu passagens por Chapecoense, América, Vasco e Red Bull antes da chegada ao Corinthians. Batista afirmou que considera o comando do Sub-20 uma realização pessoal e familiar e que as experiências em diferentes estados ajudaram a adaptar sua condução às características de cada ambiente.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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