Tamires afirmou que o Corinthians pode ter sentido no segundo tempo o impacto do menor período de recuperação na final do Campeonato Brasileiro feminino. A equipe perdeu por 2 a 1 para o São Paulo no jogo de ida, disputado no último sábado, após chegar ao confronto com 53 horas a menos de descanso que o rival.
A lateral-esquerda disse que o desgaste não deve ser tratado como justificativa pelo resultado, mas defendeu uma revisão do calendário nas fases decisivas. Para ela, partidas de mata-mata exigem intensidade, e a diferença entre os intervalos pode influenciar o desempenho das equipes.
“Quase 60 horas a mais de descanso para uma equipe, eu acho que isso não é justo”, afirmou Tamires em entrevista coletiva depois do jogo. A jogadora também declarou que o Corinthians precisa manter a concentração durante as partidas, independentemente das condições de recuperação.
A diferença de descanso já havia sido comentada após o jogo de volta da semifinal contra o Bahia, iniciado às 21h30 da última segunda-feira. A partida ocorreu 53 horas depois do duelo entre São Paulo e Flamengo, pela outra semifinal. Emily Lima, treinadora do Corinthians, voltou a abordar o tema depois do Majestoso e afirmou que o tempo adicional teria ajudado na recuperação das atletas.
Torção durante a partida
Tamires também torceu o pé sozinha em uma disputa de bola por volta dos 28 minutos do primeiro tempo. Ela recebeu atendimento em campo, continuou na partida e afirmou depois que estava com dor no tornozelo, mas que faria tratamento para estar disponível no próximo compromisso.
“Não, gente, eu jogo com a cabeça rachada, com o tornozelo quebrado (risos)”, disse a jogadora, que publicou uma foto do tornozelo inchado neste domingo.
O segundo jogo da final será neste sábado, às 16h30, no Morumbis, diante da torcida do São Paulo. O Corinthians precisa vencer por um gol de diferença para levar a decisão para as penalidades.








