Sylvinho defendeu o trabalho realizado no Corinthians e afirmou que deixou o clube com a sensação de dever cumprido. O técnico assumiu a equipe em um período de reconstrução e terminou o Campeonato Brasileiro na quinta colocação, resultado que recolocou o time na fase de grupos da Copa Libertadores.
“Foi o meu segundo trabalho como treinador, logo após o Lyon, e foi um desafio muito difícil”, afirmou Sylvinho. Segundo ele, foram dez meses de atividade intensa até a conquista da vaga direta na Libertadores, algo que o Corinthians não alcançava desde o título de 2017.
Mudanças no elenco e pressão
A temporada de 2021 começou com restrições provocadas pela pandemia, partidas sem público e ausência inicial de reforços. Na segunda metade do ano, a chegada de Renato Augusto, Giuliano, Willian e Roger Guedes transformou o cenário e aumentou a cobrança sobre a comissão técnica.
Sylvinho disse que a mudança exigiu adaptação rápida de todos no clube. “O primeiro turno teve uma realidade, o segundo já foi completamente diferente”, declarou. O treinador também destacou o suporte recebido da diretoria e afirmou que a experiência ampliou sua bagagem profissional.
Apesar de cumprir a meta inicial, Sylvinho não completou um ano no cargo. A demissão ocorreu depois da derrota por 2 a 1 para o Santos, de virada, na Neo Química Arena, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.
Ao todo, ele comandou o Corinthians em 43 compromissos, com 16 vitórias, 14 empates e 13 derrotas. O aproveitamento registrado foi de 48%.
Ao avaliar a trajetória com o passar do tempo, Sylvinho descartou ressalvas e mencionou a dificuldade do calendário do futebol brasileiro. Ele também recordou uma avaliação feita por Doriva, que considerou incomum terminar o campeonato no cargo e entregar uma vaga direta na Libertadores. Para Sylvinho, a quinta colocação representou o melhor resultado possível para aquele momento e mantém aberta a possibilidade de um reencontro com o Corinthians no futuro.









