A treinadora Emily Lima afirmou que não se sente pressionada a deixar o Corinthians, apesar das críticas da torcida após uma primeira fase abaixo das expectativas no Brasileirão Feminino. A equipe venceu o Bahia por 1 a 0 na última segunda-feira e avançou à final da competição.
Em entrevista coletiva depois da partida, Emily disse que mantém o foco no trabalho e reconheceu o direito de cobrança da torcida. Ela afirmou que conta com a ajuda da assessora Ray e de Poli, sua esposa, para evitar o contato com redes sociais.
“Eu também não me sinto pressionada”, declarou. A treinadora acrescentou que deixaria o cargo se entendesse, junto com o clube, que não está contribuindo para a equipe.
Mentalidade do elenco
Emily afirmou que procura transmitir ao grupo a disposição para enfrentar desafios e ressaltou que o Corinthians é uma equipe acostumada a disputar decisões e conquistar títulos. Para ela, a evolução recente do time está diretamente ligada às jogadoras.
A técnica disse que o elenco entendeu a necessidade de reduzir as oscilações na reta decisiva. Também afirmou que trabalhar em um grupo habituado a finais facilita a preparação, enquanto a comissão técnica atua como suporte para que as atletas desenvolvam o jogo.
Estratégia após expulsão
Depois da expulsão da zagueira Thaís Regina, aos 34 minutos da primeira etapa, Emily explicou que a equipe manteve uma linha de cinco defensoras, com três jogadoras no meio-campo e uma mais avançada. A estratégia buscou preservar a estrutura defensiva e explorar os espaços nas costas da marcação do Bahia.
A treinadora afirmou que o Corinthians identificou oportunidades para ampliar a vantagem, mas não conseguiu convertê-las. Segundo Emily, a equipe também procurou manter a intensidade de marcação no meio-campo mesmo com uma jogadora a menos.
A final contra o São Paulo será disputada em dois jogos. A partida de ida está marcada para este sábado, na Neo Química Arena, às 16h30. O duelo de volta será no próximo sábado, dia 3 de outubro, no mesmo horário, no Morumbis.








