Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Delator relata sete transferências de US$ 12,3 milhões para fundo ligado a filme

Antonio Carlos Freixo Júnior disse à PGR que fez os repasses a pedido de Daniel Vorcaro entre fevereiro e setembro de 2025.

Dark Horse: Delator confirma 7 pagamentos para fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro, diz jornal
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que realizou sete transferências para o fundo Havengate. Os pagamentos somaram US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 69 milhões, e teriam sido feitos a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Sediado nos Estados Unidos, o Havengate é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O fundo financiou “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, cuja estreia está prevista para depois das eleições deste ano.

Os repasses foram realizados entre fevereiro e setembro de 2025. A sétima transferência, de US$ 1,66 milhão, equivalente a cerca de R$ 9 milhões na época, já havia sido divulgada. Embora os recursos tivessem como destino declarado a produção cinematográfica, a Polícia Federal (PF) e a PGR investigam se parte do dinheiro também custeou a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado se mudou para o Texas em fevereiro de 2025 e alegou perseguição política no Brasil.

Mineiro disse ainda ter entregado dinheiro em espécie, inclusive em malas, a pessoas indicadas por Vorcaro. O operador afirmou não saber para que os valores foram usados.

Nesta terça-feira (8), às 14h, a defesa de Mineiro irá ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é analisar a voluntariedade, a regularidade e a legalidade da colaboração, etapa anterior à decisão sobre a homologação do acordo.

Custos da produção

Uma perícia privada contratada pela Go Up Entertainment estimou o custo de “Dark Horse” em US$ 13,39 milhões, ou R$ 75,18 milhões, conforme a cotação utilizada pelo perito Anísio Costa Castelo Branco. Segundo o documento, 72% das despesas ocorreram nos Estados Unidos e 28% no Brasil. Das cinco etapas do projeto, apenas as filmagens foram feitas no Brasil.

A análise registrou US$ 2,69 milhões em “soft production”, US$ 2,66 milhões na pré-produção, US$ 1,97 milhão na produção, US$ 1,96 milhão na pós-produção e US$ 383,2 mil no desenvolvimento.

No mês passado, a PF pediu à Go Up esclarecimentos sobre aspectos financeiros, contratuais e operacionais do filme. A produtora enviou a resposta na última sexta-feira (4). A empresa nunca lançou um filme nos cinemas brasileiros.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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