O Corinthians chega ao confronto com o Estudiantes sob pressão dentro e fora de campo. A equipe perdeu os últimos quatro jogos do Brasileirão e caiu da sétima para a 12ª colocação. Nesta quarta-feira, às 21h30, o time visita o clube argentino no Estádio Jorge Luis Hirschi, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores.
A partida ocorre enquanto o elenco masculino aguarda pagamentos. Está pendente uma parcela dos direitos de imagem referente a julho, vencida em 20 de agosto. Também não foram quitadas as premiações pela fase de grupos da Libertadores de 2026 e pelo desempenho no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O custo mensal dessa parcela contratual é estimado em R$ 10 milhões.
Capitães conduzem conversas
O lateral-direito Matheuzinho afirmou que não participa diretamente das tratativas financeiras com a diretoria. As conversas ficam sob responsabilidade do grupo de capitães, que reúne jogadores que costumam dividir a braçadeira, como Hugo Souza, André Ramalho, Gustavo Henrique e Rodrigo Garro.
Matheuzinho disse confiar nos líderes para conduzir as negociações com o diretor Marcelo Paz, o presidente e os demais integrantes da diretoria. Para o jogador, a atuação dos capitães permite que o restante do elenco concentre sua atenção nas atividades esportivas. “Eu confio neles 100%”, declarou em entrevista coletiva.
A situação dos salários registrados em carteira também não estava totalmente esclarecida. Não havia confirmação de que o pagamento referente a agosto tinha sido feito até o quinto dia útil de setembro. No mês de agosto, os vencimentos atrasaram e foram regularizados no dia 10.
A crise financeira do clube ocorre em meio a uma dívida estimada em R$ 2,8 bilhões. Mesmo com as pendências, o Corinthians tenta interromper a sequência negativa no campeonato nacional e avançar na competição continental. O elenco é comandado por Fernando Diniz.









