Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Caiado questiona Flávio Bolsonaro como articulador diante da crise institucional

Candidato do PSD também criticou Lula e defendeu rigor maior para quem disputa a Presidência da República.

Caiado afirma que o senador Flávio Bolsonaro não tem condição de ser “pacificador” do País

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (16) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao Palácio do Planalto, não reúne condições para exercer o papel de pacificador diante da situação institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Caiado disse que uma eventual atuação de pacificação exigiria autoridade moral e diálogo entre os Poderes. “Qual é a condição que ele [Flávio] tem?”, questionou. Flávio concorre pelo PL e mantém o mandato de senador pelo Rio de Janeiro.

As declarações ocorreram durante uma coletiva em São Paulo, após um almoço com empresários promovido pelo YPO, rede que reúne executivos e CEOs. Gilberto Kassab, candidato a vice-presidente na chapa de Caiado, participou do encontro.

Questionado sobre o filme Dark Horse e as negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar a produção sobre Jair Bolsonaro, Caiado afirmou acompanhar as investigações. Para ele, os candidatos ao Planalto devem seguir um padrão mais rigoroso. “Ele tem que estar acima de qualquer suspeita. Ele tem que ter mãos limpas para poder governar”, declarou.

Flávio confirmou em maio que havia procurado Vorcaro para obter patrocínio privado para o filme e negou vantagens ou contrapartidas. Relatórios da Polícia Federal divulgados em setembro apresentaram mensagens e cobranças sobre os recursos destinados à produção.

Críticas ao governo e propostas econômicas

Caiado também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter se omitido diante das tensões com o Supremo. Na avaliação dele, Lula deveria ter promovido antes uma articulação entre os Poderes e feito um pronunciamento em rede de televisão e rádio.

“Estamos vendo o Brasil simplesmente caminhar fora de rumo, batendo cabeça por todos os lados”, afirmou o candidato. Ele disse ainda que o impasse afeta a credibilidade do Judiciário e compromete a governabilidade.

No encontro, os empresários também discutiram a situação econômica e a taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) realiza nesta terça e quarta-feira (15 e 16) a reunião de setembro.

Caiado defendeu reduzir o ritmo de crescimento das despesas públicas para criar espaço para juros menores. Entre as propostas, citou limitar a expansão dos gastos à metade do crescimento da economia registrado no ano anterior e cortar despesas nos Poderes após a aprovação de uma reforma administrativa.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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